Projeto 343, Luz , SP

° Projeto Cultural °

A partir de 2013 devem ser três anos de construção e, assim, em meados de 2016, os amantes da música e dança terão à disposição uma espécie de parque tropical habitável, na região central da capital paulista.

O projeto foi desenvolvido pelos suíços acques Herzog e Pierre de Meuron. Esse complexo cultural engloba escola e um centro onde serão realizados diversos tipos de espetáculos.

A estrutura do edifício será de concreto composto por lajes superpostas e deslocadas em malha ortogonal, totalizando 200 metros de comprimento por 90 metros de largura.

Profissionais de todo o mundo estão envolvidos nesse projeto, desde a sua criação até a ultima etapa de sua execução, como por exemplo, a parte do teatro será desenvolvida por uma empresa inglesa (TPC); já a acústica por alemães (BBM); projeto por suíços, etc.

O projeto compreende uma área construída de 70 mil metros quadrados, onde serão implantados três teatros – o de dança, o experimental e o de recital, respectivamente com capacidade para 1.750, 400 e 500 espectadores -, as instalações das sedes da Escola de Música Tom Jobim e da São Paulo Companhia de Dança, além de áreas sociais, administrativas, técnicas e estacionamento para 850 veículos.

O projeto foi desenvolvido sob uma visão modernista, sem muitos ornamentos ou detalhes que saltem à vista. Optou-se por esse estilo porque, com isso o edifício se integra ao meio, tornando-se então, natural.

O conjunto não compreende um teatro ou uma escola isoladamente, mas sim um complexo cultural e paisagístico que se ‘conversam’ entre si.

a arquitetura fluida resulta da ausência de fachadas e dos vazios criados pelos balanços e afastamentos entre lajes, tanto nas bordas quanto no interior da edificação.

No edifício há  espaços vazados e uma malha intrincada de pés-direitos – dos quais variam de quase três a 15 metros – que tira partido o projeto paisagístico de Isabel Duprat, com o qual se pretende enquadrar com jardins cada janela das salas de aulas.

Cerca de duas centenas de árvores e forrações com texturas inspiradas na mata tropical estão sendo consideradas para o projeto, além de espelhos d’água que, no térreo, pretendem refletir a luz natural que atravessa as aberturas das lajes de cobertura.

O paisagismo está estruturado em faixas nas bordas do edifício que se destinam tanto à integração da arquitetura com o eixo verde da Luz quanto à transição dos domínios públicos para os semipúblicos.

Já nos interiores, um jardim transversal, com dez metros de largura, vai demarcar a rampa suspensa e central que terá a função de ordenar os fluxos.

Uma das imagens impactantes do complexo é justamente a da lâmina contínua e transversal com que a rampa se projeta no ambiente externo. Suas dimensões, traçado e conexão com os foyers dos teatros e áreas de ensaio de dança e música indicam que a rampa, além de elemento distribuidor de fluxos, deverá funcionar como importante ambiente interno de estar, suspenso, a partir do qual se pode visualizar toda a complexidade de organização do programa.

Há múltiplas visuais inter- -relacionadas, pois os recuos entre lajes geram vazios que explicitam a totalidade do programa no domínio interno, de modo que a simples aparência conceitual tenha em contrapartida uma intrincada rede de articulações que desafiam a engenharia e a arquitetura.

Original de : PROJETODESIGN /    fonte:arcoweb

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