Qual a altura ideal para o pendente?

Muitas dúvidas surgem na hora de decorar uma casa! Hoje vou postar uma dica que pode te ajudar na hora de saber qual altura ideal para seu pendente!

Para mais informações, entra em contato com a gente, só clicar no link abaixo:

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Imagem: Pinterest

Essas alturas são indicadas para que haja uma boa iluminação e conforto visual em seu ambiente! 😉

Débora Bonetto.

Pranchas de projeto, como organizar?

Oi pessoal! Sei que muitas pessoas se enroscam na hora de montar uma prancha, então vamos a alguns passos para que você tenha mais facilidade na hora de criar sua prancha! Vou dividir a matéria em alguns módulos, então terá continuação 😉

DIAGRAMAÇÃO DE PRANCHAS.

O que é isso?

A diagramação de uma prancha nada mais é do que a ordem com que você insere as informações na sua prancha de projeto. É simples e ao mesmo tempo difícil. Alguns cuidados devem ser tomados ao se inserir as informações na prancha, quais são eles? Vamos lá:

Conteúdo

Antes de qualquer coisa, selecione o conteúdo que terá cada prancha, por exemplo, se eu quero distribuir as informações em três pranchas, quais serão as informações de cada uma delas? Organize! Por exemplo, uma para planta baixa e seções transversais, outra para ventilação, insolação, fluxos e outra para informações estruturais. Assim seu projeto ficará mais fácil de ser lido, como sabemos, os arquitetos leem desenhos 😉

Dimensão

Gente, façam testes! Os tamanhos das imagens nem sempre irão ficar do jeito que estamos imaginando, então façam testes antes de plotar, eu vou dar uma dica que me é muito útil: plote em formato PDF e quando visualizar o arquivo, coloque 100% e veja o tamanho das imagens, se a imagem não ‘estourou’, essas coisas, se estiver ok, então está pronto para ser impresso!

Relevância

Aqui muitos pecam! Sempre que formos inserir informações nas pranchas, temos que pensar o que é mais importante, quais informações não podem passar desapercebidas. o que for mais importante, a escala será maior e terá mais destaque, o que for menos relevante, pode estar em escala menor e não precisa ocupar espaço privilegiado na prancha. As vezes vemos umas setas de norte maiores que a planta baixa, rs

Padrão

Nunca se esqueça de, antes de começar a inserir as informações na prancha, estabelecer um padrão para elas, para que seu projeto não fique parecendo um Frankstain… rs , então sempre separe as fontes, o tamanho das fontes, como será os títulos? Itálico, negrito? E o corpo do texto? que fonte você irá usar? Organize tudo antes de começar para ficar bem apresentado!

Composição

Este ponto vai depender da sua criatividade. A geometria sempre ajuda nesse momento. Você pode separar sua prancha em seis partes iguais e distribuir as informações em cada parte, ou pode deixar um espaço no centro e dividir o restante em mais quatro quadrantes, aí vai do seu gosto pessoal e de como as informações se encaixam na prancha, como se relacionam entre si.

Lembre-se que você tem que fazer com que o leitor percorra toda sua prancha, então estabeleça um caminho, ele vai começar lendo o título, o sub título, depois irá para o projeto, os cortes, isso é você quem estabelece com padrões, dimensões, cores, destaques!

Essas são algumas dicas valiosas, espero ter ajudado!

Beijo,

Débora Bonetto329a6666b170b1cff508e5835589ad39.jpg

Exemplo de prancha – concurso site hometeka

Sala de Reunião corporativa

Olá pessoal, vou postar alguns dos meus trabalhos aqui no site, espero que gostem!

Hoje estou postando uma sala de reunião onde foi me solicitado que houvesse a cor laranja, pois era a cor da logo da empresa. O pedido foi atendido com sucesso. As cores neutras na sala de reunião foram utilizadas para que não haja dispersão devido às cores (as vezes as cores chamam tanto a atenção que acabam atrapalhando). Eis o resultado:

Parques, como torná-los atraentes?

Mais uma questão que paira sobre os Urbanistas: ‘O que realmente é necessário para um projeto de um parque/praça que funcione?’. Essa e outras questões sempre devem ser analisadas e questionadas levando em conta um estudo prévio aprofundado do local a ser inserido o projeto.

Por que será que alguns parques urbanos tem uso contínuo e outros não? Normalmente, quando vemos que um parque é bem sucedido e há dinâmica no local é porque há diversidade física funcional de usos adjacentes e consequente diversidade de usuários e seus diferentes horários.

Como é descrito no livro Morte e vida de grandes cidades de Jane Jacobs:

Um parque urbano é fruto da sua vizinhança e da maneira como essa vizinhança  gera uma sustentação mútua  por meio de usos diferentes ou deixa de gerar essa sustentação.’

Sendo assim, podemos entender que para que um parque tenha mais possibilidade de ter sucesso em seu uso durante o dia, precisamos observar se o entorno o usará de forma apropriada e quem o usará e para que. Ao projetar um parque, devemos pensar: ” O que levará uma pessoa a frequentar esse parque?”, ”quais serão serão os atrativos desse parque?”, etc.

A arquitetura também é a arte do questionamento.

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Washington Square NYC  (imagem: nycgovparks.org)

 

A complexidade de um parque que o faz ser interessante pode estar em aspectos sutis, como por exemplo o visual dinâmico, a mudança de níveis no piso, certo agrupamento de árvores, espaços que se abrem a perspectivas variadas, etc.

Outro fator importante ao se projetar um parque são os seus usos. Quais usos terá? Pistas de bicicleta, skate, espaço para empinar pipa. Quem usará esses espaços? Enfim, perguntas pertinentes ao projeto devem ser realizadas durante toda a execução do mesmo.

Com esses passos somados a um bom conhecimento do universo da arquitetura e do urbanismo se torna mais evidente o sucesso de um projeto de um parque em determinado local.

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Washington Square , NYC (imagem: NYC parks)

 

 

Calçadas…qual a sua importância?

Há quem diga que as calçadas são meramente espaços entre a rua e o edifício, espaços que dão acesso às edificações, lugares para circulação de pedestres. Mas, se formos analisar um pouco mais sobre esse elemento urbanístico tão importante ao qual estamos tão familiarizados, podemos tomar mais algumas lições do que é e para que servem as calçadas. Quando eu era criança, brincava todos os dias na rua, ou melhor, na calçada. Lá eu ficava horas conversando com meus amigos, brincando de boneca, esconde-esconde e tantas outras brincadeiras. Era nas calçadas que eu ficava ao lado da minha mãe ou do meu pai esperando eles acabarem de conversar com algum vizinho ou comerciante para então, voltarmos para casa, e era na calçada que minha mãe gritava meu nome para eu voltar para casa pois a janta já estava pronta. Podemos concluir então, que o uso das calçadas excede o simples transitar entre elas ou o acesso a qualquer edificação.

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Uma calçada é um elemento imprescindível para a socialização de um bairro, para a segurança das pessoas e para a vida dinâmica de crianças e adolescentes. As calçadas, quando oferecem espaço para que pessoas as utilizem das mais variadas formas, fazem com que esse mesmo espaço se torne mais seguro e convidativo. Primeiro, porque todos gostam de lugares onde existe a vida acontecendo, onde existe dinâmica e, segundo, porque um lugar que sempre tem pessoas transitando em várias horas do dia se torna um lugar mais seguro, devido ao fato de as próprias pessoas estarem observando o local ativamente. Pensando dessa forma, concluo que as calçadas deveriam ser consideradas como ferramenta importante em um projeto urbanístico, visto que, com elas conseguimos fazer do espaço um lugar agradável e convidativo. Sendo assim, a recomendação, como citada no livro ”Morte e vida de Grandes Cidades” de Jane Jacobs, é de que as calçadas deveriam ser mais avantajadas em sua largura, com árvores em seus eixos para proporcionar sombra e lugares para sentar, para que houvesse um uso maior e melhor delas. Eu concordo com esse ponto de vista, sei que muitos problemas da cidade não podem ser resolvidos simplesmente arrumando uma calçada; isso é fato; mas, procurar melhorar é um caminho convidativo para os Urbanistas. Não existe receita pronta para projetar, há tipos e tipos de comunidades e diferentes estilos de vida, mas devemos sempre lembrar que o ser humano nutre as mesmas necessidades básicas em todos os lugares: comer, estar, trabalho, lazer, socializar e, uma calçada bem projetada pode contribuir muito para que essas necessidades sejam satisfeitas, pelo menos parcialmente.

Débora Bonetto.