Canela RS

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A cidade de Canela é mais conhecida pelo seu centro. Sua arquitetura lembra a de Gramado, mas não é tão rica e concentram-se na área central seus usos diferenciados. É importante destacar a Catedral de Pedra. Muito bonita e nada antiga. Tudo é para causar uma impressão nos turistas e os mais desavisados realmente acham que a igreja é antiga. Um ponto que chama a atenção na Catedral de Pedra é sua cobertura, pois destoa muito da sua estrutura geral. Foram colocadas telhas metálicas brancas sendo que a catedral tem sua cor cinza amarronzado escuro. O que foi feito de forma errada é que essa cobertura sobressai à altura do beiral, e aparece nitidamente se observada pelas laterais do edifício. Com isso o valor que se quis passar com essa réplica de uma catedral antiga acaba se perdendo. O interessante foi que quem a projetou, a inseriu no eixo de uma das ruas principais de Canela, então quando você observa a igreja no começo da rua, já bem distante dela, você percebe que o edifício se enquadra na dimensão exata da rua, é muito interessante esse ângulo de visão.

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Obs. O chocolate em Canela é bem mais barato e é o mesmo de Gramado! rsrs 😉

Demolir não, Desconstruir sim

27_MHG_rio_demolicaoMogi das Cruzes como uma cidade quatrocentona, tem em seu território um grande número de casas que não aguentaram a força do tempo e o próprio crescimento urbano fazendo com que aos poucos fossem transformando em ruínas, ou mesmo sendo demolidas para ser edificado novos prédios, cuja arquitetura é de péssima qualidade.

Este processo continuará, e em cada demolição de um edifício, vai um pouco da história de nossa cidade, que já esta em processo de “conurbação”, o que significa a perda da sua identidade transformando em uma cidade genérica.

Para exemplificar o que estou relatando, em 1996 visitei um bairro comercial no Cairo, Egito, que fiquei surpreso, pois o mesmo parecia o bairro do Brás em São Paulo, só que com propagandas em ideogramas árabes. Um trecho de cidade genérica.

A conurbação é uma epidemia global, onde temos que lutar para que ela aconteça em nossa cidade de maneira controlada, respeitando alguns elementos arquitetônicos que contam a história dos nossos antepassados, respeitando de certa forma nossas tradições.

Os cidadãos devem ser conscientizados da importância deste respeito à  identidade da cidade, pois como já houve estudos da ONU, onde afirmam que quando perdemos as referencias urbana, causam estresse em seus habitantes.

Sugerimos de que quando necessário não deveríamos mais demolir nenhum edifício da cidade e sim desconstrui-lo.

A desconstrução ou demolição seletiva de um edifício é um processo que se caracteriza pelo seu desmantelamento cuidadoso, de modo a possibilitar a recuperação de materiais e componentes da construção, promovendo a sua reutilização e reciclagem.

Este conceito surgiu na Europa, em virtude do rápido crescimento da demolição de edifícios e da evolução das preocupações ambientais da população. A desconstrução abre caminho à valorização e reutilização de elementos e materiais de construção que de outra forma seriam tratados como resíduos sem qualquer valor, e removidos para locais de depósito por vezes não autorizados para esse fim.

Nossas universidades e escolas técnicas existentes na cidade deveriam vem com mais atenção esta sugestão, onde pode ter o envolvimento de vários profissionais que vão de futuros arquitetos, engenheiros civil, engenheiro mecânico, engenheiro químico, biólogos, historiadores e os profissionais da área de meio ambiente.

Na desconstrução como objeto de estudo, é possível entender o processo construtivo da época, e se for o caso criar um registro por meio de maquetes físicas ou eletrônicas da edificação para que possa posteriormente compor a história de nossa cidade.

Com certeza com a desconstrução teríamos diminuição da excessiva produção de resíduos da construção bem como introduziríamos os princípios da sustentabilidade e ecoeficiencia, desenvolvendo soluções construtivas que permitam a aplicação prática viabilizando a construção de edifícios duráveis, adaptáveis, com materiais de menor impacto ambiental e com grande potencialidade de reutilização.

Profissionais da área de construção civil vamos refletir sobre esta sugestão de demolir não, desconstruir sim.

Paulo Pinhal

Fontes:

www.colégiodearquitetos.com.br

www.pinhalarquitetura.com.br

 

Desenvolvimento Urbano

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Desenvolvimento Urbano

Uma cidade é determinada em sua forma, através de vários meios de organização e desenvolvimento.

O artigo 182 da Constituição Federal diz que a política de desenvolvimento urbano tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar dos seus habitantes. É, portanto, pura responsabilidade do poder público municipal, formado pelos poderes Legislativo e Executivo, atender o conteúdo deste artigo.

A partir dos anos 80, os poderes municipais passaram a perceber a importância do planejamento para o desenvolvimento da cidade, fazendo com que o ordenamento espacial ocorresse através de uma parceria entre poder publico e população.

O projeto de Desenvolvimento Urbano é realizado após um estudo da situação atual da cidade. Quanto ao uso e ocupação do solo, compete ao órgão publico definir normas de utilização do solo urbano, das edificações, do parcelamento do solo, das infraestruturas, dos equipamentos coletivos e áreas de preservação natural.

Muitos tópicos do plano diretor não funcionam, pois são de interesses particulares. Mas dentre todos, alguns são executados de forma proveitosa a favor da população. São eles:

– Assentamentos de população de baixa renda;

– Urbanização dos loteamentos de baixa renda;

– Delimitação de áreas de interesse, principalmente as delimitadas à habitação;

– Não aprovação de projetos que causam impacto ao sistema viário, infraestrutura e paisagem urbana;

– Criação e implantação de equipamentos coletivos, bem como normatização para sua utilização e implantação;

– Preservação e regulamentação de utilização de recursos naturais e patrimônios culturais e históricos.

Lei de Uso e Ocupação do Solo

São estas leis que ditam as normas e regulamentam a produção e construção do seu espaço. Dessa forma, regulamentam as construções públicas e privadas na área municipal, definindo as condições de utilização do solo no âmbito do perímetro urbano.

Cabe ao plano diretor criar normas complementares que se adaptem à realidade do território urbano, porém, o que vemos novamente são adaptações a leis de zoneamento e uso de solo de outras cidades e regiões, nem sempre atendendo à realidade local.

O Plano Diretor deve dinamizar a própria utilização do solo através de programas que venham de encontro a seu objetivo maior que é a de induzir o desenvolvimento. Podemos citar como intervenção pública:

– Renovação urbana – revitalização e restauração de áreas degradas, dando-lhes nova dinâmica e incentivando seu uso. Como exemplo, podemos citar as proximidades dos trilhos ferroviários.

– Estruturação urbana – integrar ao tecido urbano as áreas rarefeitas, através da implantação de atividades econômicas e de uso habitacional, além de soluções para preservação ambiental. Como exemplo, podemos citar os fundos de vale.

– Dinamização urbana – criar focos de interesses urbanos, de maneira a diversificar o crescimento e ordenamento urbano. Como exemplo, podemos citar a remodelação paisagística de uma região urbana pouco valorizada.

Gestão urbana e gestão Municipal

Somente a existência de leis, planos e programas não é suficiente para promover um funcionamento adequado às cidades. As carências apresentadas na maioria das cidades brasileiras exigem, além dos instrumentos de ordenação do espaço, provisão pelo poder publico de serviços de infraestrutura social e de equipamentos urbanos.

Cabe à gestão urbana dirigir o orçamento, dando prioridades às necessidades reais da população, o que nem sempre ocorre, pois, novamente, os interesses particulares de poucos ou a falta de capacidade dos administradores e seus assessores são uma constante. Estas necessidades por parte da população caracterizam a vida pública, também designadas de meios de consumo coletivo. São exemplos destas necessidades: serviços de transporte coletivo, centros de saúde, escolas, asilos, creches, saneamento básico, segurança pública, limpeza urbana entre outros.

Aplicabilidade das normatizações

A fragmentação das competências administrativas reflete no controle do uso do solo. Assim, enquanto uma secretaria apresenta, elabora e dá subsídios para aprovação e normatização de uma lei, não se pode esperar que outra secretaria, alheia a decisões relativas a esta normatização, faça a implementação e fiscalização da mesma.

A partir do interesse verdadeiro da população, expresso num contínuo fórum, com toda a comunidade participando de maneira democrática através de suas associações, instituições, grupos sociais e dos seus representantes legais, constituído pela Câmara Municipal, deve-se promover a aproximação da gestão municipal no momento da feitura e execução dos planos, mostrando-se sensível aos desejos da comunidade como um todo, estabelecendo um vínculo estreito entre o poder decisório e o poder reivindicatório; e, finalmente, quando a estrutura da administração dos órgãos municipais não apresentar fragmentações, passando portanto, a ser reformulada, através de uma ampla reforma administrativa, podem-se esperar , embora não a curto prazo como todos anseiam, mas a médio e longo prazo, mudanças que acarretarão um novo conceito de desenvolvimento urbano, e então, por certo, se estará caminhando rumo à cidade desejada.

Bibliografia

LOJKINE, Jean. O Estado Capitalista e a questão urbana. São Paulo: Martins Fontes, 1981.

CASTELLS, Manuel. Gestão Urbana: planejamento e democracia política. São Paulo: Sempla, 1985.

SANTOS, Wanderley G. dos. Cidadania e justiça. R. de Janeiro: Campus,1979.

FUNDAÇÃO PREFEITO FARIA LIMA – Cepam .O município no século XXI: Cenários e perspectivas. Ed. Especial. São Paulo: 1999.

Fonte: arquitetando.xpg

Catetinho – Niemeyer

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Sobre.

Catetinho , o palácio presidencial provisório, foi construído entre os dias 22 a 31 de outubro de 1966. O nome é uma alusão ao Palácio do Cateto, então sendo do Governo Federal no Rio de Janeiro. Conhecido oficialmente como RP-1 (Residência Provisória-1). Correspondeu ao desejo do presidente Juscelino Kubitschek de se estabelecer na cidade para acompanhar as obras da nova capital. A residência, na época ficou conhecida como ‘Palácio de Tábuas’.

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Como tudo aconteceu.

Após sua primeira viagem à Brasília, em 02 de outubro de 1956, Juscelino Kubitschek demonstrou, ainda no avião, a vontade de instalar-se provisoriamente para acompanhar as obras que iriam iniciar-se. JK não queria ficar em barraca, queria um lugar onde pudesse pernoitar. Oscar Niemeyer e João Milton Prates (Piloto de JK e oficial do gabinete presidencial) transmitem esse desejo de JK para o engenheiro Juca Chaves durante o encontro no Juca’s Bar, RJ. Juca Chaves assim se manifesta ‘Em construção tudo é possível, desde que chegue caminhão lá. Lá chega caminhão?’. Teriam então respondido a ele ‘Acho que chega… porque não tem estrada, mas tem caminho, pra isso se dá jeito’’.

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Juca Chaves convida Oscar Niemeyer para conhecer uma obra sob sua responsabilidade, indicando que o projeto do Catetinho pudesse se inspirar num barracão de obras (geralmente feito com madeira de pinho, onde se instala o almoxarifado e o escritório). Niemeyer considerou a ideia valida: desenhou uma casa de madeira escamada e de vigas, traçando o que seria o Palácio de Tábuas.

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Curiosidades.

A residência foi a primeira construção de Brasília, executada em 10 dias. Foi a residência provisória do Presidente Juscelino Kubitschek.  Quase meio século depois, foi transformado em museu, onde estão preservados a suíte presidencial, a sala de despachos, o quarto de hóspedes e a sala de refeições, além de objetos pessoais de JK e de sua esposa, D. Sarah.

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Harmonia das cores.

Mais um pouco sobre cores.

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Harmonia Monocromática

Baseada numa cor, variando no valor e intensidade; a harmonia monocromática dá unidade numa sala. Ela pode cercar-se de monotonia se não orquestradas com cuidado, como na diferença de formas, tamanhos e texturas.

Harmonia Análoga

É composta de cores vizinhas no disco das cores. Este arranjo parece unificar porque uma cor é compartilhada. Tem uma leve transição de cor para cor.

Esquema de cores contrastantes unem cores que estão separadas no disco de cores. A mais comum é a harmonia complementar.

Harmonia Complementar

É baseado em cores diretamente opostas no círculo. Oferecem um equilíbrio quente e frio. Tendem a ser mais vivos.

O sucesso dessa combinação depende do uso adequado do valor e intensidade. Vermelho e verde são usados com intensidade forte nas decorações do natal. Mas se quiser usar elementos menos intensos, a combinação fica mais harmoniosa.

Melissa, sapatos e… arquitetura?!

 

As meninas amam a famosa marca Melissa..não é mesmo? Então, agradeçam a arquitetura e o design que em parte salvou essa marca tão amada hoje em dia! rsrs 😉

Mas como isso ocorreu ? ..Veremos adiante.

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Com a concorrência no mercado, a Melissa, marca de sapatos da Grendene, resolveu reinventar seus espaços criando as chamadas lojas-conceitos. Esse termo é usado para locais onde o design e a decoração do ambiente é todo voltado para o produto que está sendo vendido em questão.

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Galeria Melissa em New York, foto retirada do site arcoweb.com

Com isso, os designers promovem um trabalho de cenografia e ambiente de acordo com a proposta lançada pela empresa para que tenha-se mais destaque nos produtos apresentados.

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Fachada Galeria Melissa (foto Revista Gloss)

Este é um meio que traz uma resposta positiva, pois atrai maior numero de pessoas interessadas no produto devido ao ambiente. É uma boa jogada!

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Com o interesse pelo espaço, obtém- se o interesse pelo produto! Não é interessante como somos influenciados de várias maneiras? Fala sério, você já tinha pensado nisso antes? rsrs

 

A primeira loja conceito da Melissa foi criada por  Muti Randolph, e fica na rua Oscar Freire em São Paulo.

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Loja Melissa, rua O. Freire.

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Vale a pena visitar o local e já aproveitar pra comprar uma melissa !! 🙂

Outra loja conceito que eu acho muito bacana é a da Havaianas! Um dia posso falar sobre ela num post.

 

Design Weekend em São Paulo!

O DW! Design Weekend, promovido pela Casa Claudia e a Summit Promo, terá mostras, intervenções e debates voltados para design, arte, arquitetura e sustentabilidade. O festival será realizado de 23 a 26 de agosto.

 

A Itália já tem a sua consagrada Milano Design Week. A Inglaterra, o London Design Festival. Agora, pela primeira vez, São Paulo sediará o DW! Design Weekend, festival que tem o objetivo de mobilizar a população para o design, urbanismo, a arte, arquitetura e inovação. De 23 a 26 de agosto, a cidade será tomada por exposições, debates, caminhadas e intervenções.

As atividades serão realizadas em parques, praças, museus, galerias, estúdios e lojas, configurando uma rede de criatividade e talentos a favor do design, da cidadania, sustentabilidade, renovação das cidades, inclusão social, entre outros temas.

Para Pedro Ariel, curador do Design Weekend e diretor de redação da revista Casa Claudia* – que promove o evento em parceria com a Summit Promo -, o diferencial deste festival são as parcerias com arquitetos que trabalham com comunidades da periferia, melhorando esses espaços com arte e cultura. Assista no vídeo abaixo os depoimentos de Ariel e de Lauro Andrade, diretor da Summit .

A programação do festival inclui eventos que abordam temas relacionados à sustentabilidade:

ARTE NO METRÔ: Obras do coletivo Sipá estarão expostas nas estações Clínicas, São Bento, Sumaré e Vila Madelana – nesta, será exibido o painel Fim Lúdico, com seis metros de altura, criado pelo artista plástico Cholito Chowe;

URBANISMO PARA A FELICIDADE: Encontro organizado pela revista Arquitetura & Construção*, entre Marcelo Rosenbaum, Carlos Leite e Anna Dietzsch, para discutir a renovação das cidades por meio da arquitetura. Será na Praça Victor Civita, em Pinheiros (leia mais em Encontro discute arquitetura e renovação das cidades);

CONTAIN[it]: A Praça Victor Civita também receberá um contêiner, da empresa Contain[it] – que reutiliza esses recipientes de transporte marítimo para criar novos espaços – com uma exposição de luminárias, cadeiras, mesas e vasos desenhados pelos designers o SuperLimão Studio, Nada se Leva, Camila Sarpi, Thomaz Bondioli e Diana Albuquerque;

ROTEIROS TEMÁTICOS SP TURIS: A empresa de turismo de São Paulo realizará caminhadas pela cidade, conduzidas por guias bilínguis, com saídas aos sábados e domingos – às 9h e às 14h -, saindo da estação do metrô. A SP Turis também sugere roteiros autoguiadas com os temas Arquitetura pelo Centro Histórico, Cidade Criativa e Arte Urbana. Os roteiros sugeridos estão no site  Cidade de São Paulo;

PRAÇA APRENDIZ DAS LETRAS: Abrigará a mostra Plano de Bairro da Vila Madalena, com propostas de mudanças na região elaboradas por arquitetos do escritório nova-iorquino Davis Brody Bond em diálogo com os moradores do bairro;

DESIGN WORKING E DESIGN+SOCIAL: A Universidade Mackenzie, a feira Craft Design, o Instituto Meio e a ONG Design Possível se uniram à Associação de Designers de Produto para promover o projeto Design Working, que inclui a palestra Design Social – Metodologia e suas contribuições para um mundo mais justo e sustentável, com Lars Diederichsen. Também haverá visitas guiadas à feira Craft Design, a um grupo produtivo e criativo na periferia de São Paulo e ao Instituto Meio, onde serão apresentados projetos de design social. Os interessados devem se inscrever pelo blog do Design Working.

A programação completa está disponível no site do Design Weekend.

DW! DESIGN WEEKEND
Data e Horário:
 23 a 26/08, 10h às 20h
Circuito:
– Al. Gabriel Monteiro da Silva e arredores
Av. Paulista e arredores
– Vila Madalena e Pinheiros
– Centro e Santa Cecília
– Ibirapuera/Moema e
– Vl Nova Conceição

Para mais informações:http://www.designweekend.com.br/

Fonte: Abril (planeta sustentável).