Parques, como torná-los atraentes?

Mais uma questão que paira sobre os Urbanistas: ‘O que realmente é necessário para um projeto de um parque/praça que funcione?’. Essa e outras questões sempre devem ser analisadas e questionadas levando em conta um estudo prévio aprofundado do local a ser inserido o projeto.

Por que será que alguns parques urbanos tem uso contínuo e outros não? Normalmente, quando vemos que um parque é bem sucedido e há dinâmica no local é porque há diversidade física funcional de usos adjacentes e consequente diversidade de usuários e seus diferentes horários.

Como é descrito no livro Morte e vida de grandes cidades de Jane Jacobs:

Um parque urbano é fruto da sua vizinhança e da maneira como essa vizinhança  gera uma sustentação mútua  por meio de usos diferentes ou deixa de gerar essa sustentação.’

Sendo assim, podemos entender que para que um parque tenha mais possibilidade de ter sucesso em seu uso durante o dia, precisamos observar se o entorno o usará de forma apropriada e quem o usará e para que. Ao projetar um parque, devemos pensar: ” O que levará uma pessoa a frequentar esse parque?”, ”quais serão serão os atrativos desse parque?”, etc.

A arquitetura também é a arte do questionamento.

WSP.jpg

Washington Square NYC  (imagem: nycgovparks.org)

 

A complexidade de um parque que o faz ser interessante pode estar em aspectos sutis, como por exemplo o visual dinâmico, a mudança de níveis no piso, certo agrupamento de árvores, espaços que se abrem a perspectivas variadas, etc.

Outro fator importante ao se projetar um parque são os seus usos. Quais usos terá? Pistas de bicicleta, skate, espaço para empinar pipa. Quem usará esses espaços? Enfim, perguntas pertinentes ao projeto devem ser realizadas durante toda a execução do mesmo.

Com esses passos somados a um bom conhecimento do universo da arquitetura e do urbanismo se torna mais evidente o sucesso de um projeto de um parque em determinado local.

Débora Bonetto.WSP2.jpg

Washington Square , NYC (imagem: NYC parks)

 

 

Calçadas…qual a sua importância?

Há quem diga que as calçadas são meramente espaços entre a rua e o edifício, espaços que dão acesso às edificações, lugares para circulação de pedestres. Mas, se formos analisar um pouco mais sobre esse elemento urbanístico tão importante ao qual estamos tão familiarizados, podemos tomar mais algumas lições do que é e para que servem as calçadas. Quando eu era criança, brincava todos os dias na rua, ou melhor, na calçada. Lá eu ficava horas conversando com meus amigos, brincando de boneca, esconde-esconde e tantas outras brincadeiras. Era nas calçadas que eu ficava ao lado da minha mãe ou do meu pai esperando eles acabarem de conversar com algum vizinho ou comerciante para então, voltarmos para casa, e era na calçada que minha mãe gritava meu nome para eu voltar para casa pois a janta já estava pronta. Podemos concluir então, que o uso das calçadas excede o simples transitar entre elas ou o acesso a qualquer edificação.

calçadas.jpg

Uma calçada é um elemento imprescindível para a socialização de um bairro, para a segurança das pessoas e para a vida dinâmica de crianças e adolescentes. As calçadas, quando oferecem espaço para que pessoas as utilizem das mais variadas formas, fazem com que esse mesmo espaço se torne mais seguro e convidativo. Primeiro, porque todos gostam de lugares onde existe a vida acontecendo, onde existe dinâmica e, segundo, porque um lugar que sempre tem pessoas transitando em várias horas do dia se torna um lugar mais seguro, devido ao fato de as próprias pessoas estarem observando o local ativamente. Pensando dessa forma, concluo que as calçadas deveriam ser consideradas como ferramenta importante em um projeto urbanístico, visto que, com elas conseguimos fazer do espaço um lugar agradável e convidativo. Sendo assim, a recomendação, como citada no livro ”Morte e vida de Grandes Cidades” de Jane Jacobs, é de que as calçadas deveriam ser mais avantajadas em sua largura, com árvores em seus eixos para proporcionar sombra e lugares para sentar, para que houvesse um uso maior e melhor delas. Eu concordo com esse ponto de vista, sei que muitos problemas da cidade não podem ser resolvidos simplesmente arrumando uma calçada; isso é fato; mas, procurar melhorar é um caminho convidativo para os Urbanistas. Não existe receita pronta para projetar, há tipos e tipos de comunidades e diferentes estilos de vida, mas devemos sempre lembrar que o ser humano nutre as mesmas necessidades básicas em todos os lugares: comer, estar, trabalho, lazer, socializar e, uma calçada bem projetada pode contribuir muito para que essas necessidades sejam satisfeitas, pelo menos parcialmente.

Débora Bonetto.

 

Novo Urbanismo, o que é?

O  Novo Urbanismo consiste em explorar as possibilidades reais do desenvolvimento de uma cidade. Com o crescimento de rodovias e áreas monofuncionais, a cidade passou a interagir com o cidadão de forma diferente. Ao invés de encontrarmos uma dinâmica ativa de comércio, lazer, descanso e outras funções por toda a cidade, encontramos núcleos de usos diferentes, por exemplo um shopping onde encontramos um forte setor comercial. Hoje, na maioria das vezes, para trabalharmos por exemplo, precisamos nos deslocar através de algum veículo auto motor. Precisamos levar em conta que é necessário estudos de aspecto social somados aos estudos de desenvolvimento e crescimento das cidades pois, é uma questão óbvia que as cidades são para serem feitas e projetadas para pessoas, mas nem sempre é isso que vemos. Outro fator é que as cidades devem contemplar o uso de diversas faixas etárias e classificações de renda, não excluindo nenhum tipo de uso. O correto seria pensar de forma a abranger todas as áreas e não só algumas em específico, como por exemplo o favorecimento para o uso de veículos auto motores, excluindo-se a possibilidade do trânsito de pedestres pela cidade.

novo urbanismo

Foi redigida uma carta do conceito do Novo Urbanismo e dividida em 27 tópicos, resumidos a seguir:

Metrópole, cidade grande e média, cidade pequena

01. A região metropolitana é um órgão com relevada importância no mundo contemporâneo. Devido a este fato, é crucial a cooperação das esferas públicas, governamentais, econômicas e de interesse público, para que haja um bom funcionamento da cidade como um todo.

02. Regiões metropolitanas são lugares finitos, limitadas por dividas geográficas e topográficas.

03. A metrópole tem uma necessária relação com a área rural, necessidade essa ambiental em primeiro aspecto, econômico e cultural.

04. Deve haver incentivo para o desenvolvimento das áreas periféricas da região metropolitana para que estas não caiam em esquecimento levando ao abandono.

05. O crescimento das periferias podem ocorrer de duas formas: pequenas cidades ou vilas com seu próprio perímetro urbano, e nesses casos deve haver uso misto na área para que a mesma não seja utilizada como cidade dormitório.

06. O desenvolvimento das cidades devem respeitar o legado histórico.

07. As cidades grandes e médias devem oferecer uma larga oferta de serviços públicos e privados para oferecer renda a todas as pessoas. Deve-se mesclar moradias sociais no espaço.

08. A estrutura física da cidade deve contar com diversos meios de transportes como bicicletas, transportes coletivos e pedestres, para que haja outras possibilidades de deslocamento fora o veículo automotor privado.

09. Impostos podem ser divididos equitativamente entre os governos para manutenção das cidades.

Bairro, setor e corredor

10.  O bairro, o setor urbano e o corredor são áreas essenciais para o desenvolvimento da cidade, são nesses espaços que as pessoas criam uma relação com o espaço.

11. Os bairros devem ser acolhedores e atender os pedestres e ter uso misto. Os setores tem certa prevalência de usos, mas deve ter o mesmo aspecto do bairro e os corredores são as ligações existentes entre um e outro.

12. Muitas atividades do cotidiano devem ser possíveis de serem feitas a pé. Isto para atender aos que não possuem veículo automotor e precisam trabalhar, se divertir, e fazer uso das necessidades básicas. Para isso, há necessidade de uma rede interligada de vias que encoraje o caminhar.

13. Variedade no tipo de moradia e preços para criar a correta dinâmica miscigenada de uma comunidade.

14. Corredores urbanos bem planejados para conectar todas as áreas sem desconsiderar o aspecto já existente no local da inserção do projeto.

15. Densidades adequadas das edificações e distâncias que deem para ser percorridas a pé, para que a área esteja ao alcance de todos.

16. A concentração de atividades públicas, educacionais e comerciais devem estar distribuídas pelos bairros e serem acessíveis a qualquer tipo de trânsito. Por exemplo, uma criança deve ser capaz de chegar a sua escola de bicicleta.

17. A vitalidade econômica e evolução harmoniosa de uma cidade deve ser estudada através de gráficos para possíveis melhoras.

18.  Diversidade de parques e áreas verdes distribuídos pelos bairros e essas mesmas áreas para servirem como conexão entre bairros e cidades.

Quadra, rua e edifício

19. A primeira tarefa de toda a arquitetura urbana e do paisagismo é a definição física das ruas e dos espaços públicos como lugares de uso comum.

20. Projetos de edificações isoladas podem ser perfeitamente ligados a seus vizinhos. Esta questão transcende as razões de estilo.

21. A revitalização de espaços urbanos depende de segurança (safety) e de proteção (security).

22. Na metrópole contemporânea o desenvolvimento deve acomodar os automóveis de forma adequada. Isto deve ser feito de modo a respeitar os pedestres e a forma do espaço público.

23. Ruas e praças podem ser seguras, confortáveis, e interessantes para o pedestre. Bem configuradas elas encorajam o passeio, permitem os moradores se conhecerem e com isto protegerem sua comunidade.

24. O projeto de arquitetura e paisagismo deve desenvolver-se considerando o clima, a topografia, a história e a prática de construir.

25. Edifícios institucionais e lugares públicos de reunião requerem sítios significativos para reforçar sua identidade e a cultura da democracia. Eles merecem formas distintas, porque seu papel é diferente dos outros edifícios e lugares que constituem o tecido urbano da cidade.

26. Todos os edifícios devem proporcionar a seu ocupante um claro senso de localização, clima, e tempo. Processos naturais de calefação e ventilação podem ser mais eficientes como economia de recursos que os sistemas mecânicos.

27. A preservação e renovação de edifícios históricos, áreas urbanas significativas (distritos), e de espaços verdes (landscapes) garantem a continuidade e evolução da sociedade urbana.

Esses aspectos mencionados acima, tem como foco o respeito as pessoas e o meio ambiente, procurando proporcionar espaços de qualidade ao usuário.

Por outro lado, temos opiniões divergentes quanto ao assunto do novo urbanismo mencionado acima. Segue críticas em relação ao assunto:

– eles estão provocando mais subdivisões do território (apesar de algumas inovadoras) do que cidades, se referindo ao problema da forma ocupação de dispersa do território;

– favoreceram mais o gerenciamento privado das comunidades, que propostas para novas formas de administração pública local;

– as densidades demográficas previstas são muito baixas para suportarem uso misto, e mais ainda para o uso de transportes públicos;

– estão criando enclaves demográficos relativamente homogêneos, sem muita diversificação socioeconômica;

– sem dúvida, estão produzindo uma nova, atrativa, e desejável forma de unidades planejadas de desenvolvimento (“PUD, Planned Unit Development”), e não um sistema eficiente de utilizar vazios bem localizados (“infill development”);

– as estratégias de mercado propostas são mais ajustadas aos empreendedores privados do que às agencias públicas;

– criaram uma nova onda determinista de que a forma segue a função (estranhamente moderno para aqueles que se dizem críticos do modernismo), levando a crer que o sentido de comunidade possa ser alcançado apenas pelo projeto;

– estão promovendo a perpetuação do mito de ser possível criar e manter núcleos urbanos com o caráter de localidades campestres;

– produzidos cuidadosamente, os projetos dos novos urbanistas são divulgados como evocação dos tempos dourados das pequenas cidades e da inocência de um século atrás, que em verdade foi o tempo em que muitos americanos se deslocaram do campo para as cidades maiores, e não para localidades de subúrbio.

Este é resumo dos pontos críticos colocados por Krieger, espelho da posição do GSD, Departamento de Planejamento e Projetos Urbanos de Harvard. Conclui que o bom urbanismo não é necessariamente aquele dos novos urbanistas. Que o sucesso obtido pelo Novo Urbanismo, como repercussão na sociedade, tem sido maior que suas realizações, se analisadas do ponto de vista técnico.

Texto base: Vitruvius

Nota pessoal:novo urbanismo.jpg

No meu ponto de vista pessoal, acredito que há muitas ideias significativas que constam na carta do novo urbanismo, como por exemplo a dinâmica proposta para os bairros e a inserção de áreas verdes, o que permite maior qualidade e satisfação na moradia local. Por outro lado, também é importante o ponto de vista contrário à carta, pois como observamos com conhecimentos empíricos, não podemos engessar um processo, ainda mais quando se trata de grandes espaços com dinâmicas diferentes. Precisamos levar em consideração todos os aspectos positivos e negativos do local, conhecê-lo profundamente, estudá-lo e então, propor iniciativas que venham somar para o bom desenvolvimento da cidade, sejam iniciativas a favor ou contra ideais proposto por estudiosos, políticos ou civis. O conjunto de conhecimentos nos leva a possibilidade de alternativas viáveis e de crescimento para os espaços projetados ou re-inventados, conforme necessidade do local.

 

Leitura recomendada: Vida e Morte das Grandes cidades – Jane Jacobs

 

A imagem da cidade.

48813_Papel-de-Parede-Cidade-Noturna--48813_1440x900A cidade é uma construção no espaço. Uma cidade legível (aquela que você não se perde com facilidade) seria aquela cujos bairros, marcos ou vias são facilmente reconhecíveis e agrupados num modelo geral. A legibilidade se faz essencial para o ambiente urbano.

Indicadores que influenciam na percepção da cidade são: A sensação visual de cor, forma, movimento ou polarização da luz, olfato, audição, tato, cinestesia, sentido da gravidade, campo elétrico ou magnético.

As formas físicas de uma cidade são divididas em cinco elementos, são eles:

1 VIAS – Canais de circulação – ruas, alamedas, linhas de trânsito, canais, ferrovias. Ao longo dessas vias os elementos ambientais se organizam e se relacionam.

2 LIMITES – Quebras de continuidade linear – praia, margem de rio, lago, ferrovia, muros, paredes. São elementos que separam duas partes.

3 BAIRROS – Partes da cidade com identidade única, podendo ser entendido ao percorrer seu espaço.

4 PONTOS NODAIS – Junções, locais de interrupção do transporte, cruzamento, convergência de vias, momentos de passagem de uma estrutura a outra, ponto de encontro, núcleos.

5 MARCOS – Objetos físicos – Edifícios, sinais, loja ou montanha.

Extraído do livro : A imagem da cidade – Kevin Lynch 

Como eram as arquiteturas do século XVIII?

Onde vamos aprender sobre arquitetura hoje?

Vamos para o Centro Histórico de Salvador, Bahia.

1234

Arquitetura Residencial e Oficial.

No Brasil, principalmente nas áreas perto das praias onde foram as primeiras instituições de espaços como cidade, observamos que inicialmente não havia regras para construir ou para as delimitações de espaços de terras. As cidades surgiam de forma irregular, com ruas tortuosas. Esse crescimento, em sua maior parte desordenado não durou mais que duzentos anos. A partir de 1626, não foi mais permitido a construção de casas sem previamente serem aprovadas pelo orgão responsável. Passou a ser proibido janelas que dessem para a rua de forma a atrapalhar a circulação de pedestres; o uso de treliças de madeira nas janelas para observar-se o exterior sem prejudicar a privacidade do interior da residência, também foi proibido o despejo das águas da chuva provenientes do telhado direto na calçada pública, sendo-se então exigido o uso de calhas condutoras, foi proibido a construção de sotãos com frente para locais públicos.

12355

Em 1808 abre-se o mercado brasileiro ao comércio exterior fazendo com que muitos materiais antes não utilizados na arquitetura brasileira começassem a ser usados, modificando então o aspecto da arquitetura no país a partir dessa data.

Pode-se destacar o uso de novos elementos, tais quais: calhas e gradis metálicos, ladrilhos cerâmicos, estatuetas e ornamentos em relevo de louça, gesso e outros tipos de argamassa.

As edificações coloniais, a partir de então, começaram a passar por um processo de diversificação e reformas construtivas com o uso desses novos elementos em suas fachadas.

SONY DSC

 

Salvador, Bahia

Pelourinho SSA

Centro Histórico de Slavador, Bahia.

Patrimônio Cultural.

Salvador foi estabelecida como a primeira capital das terras portuguesas do novo mundo. Para a construção da cidade foi escolhida uma área estratégica: Lugar com águas tranquilas e com a existência de um amplo platô de 65m acima do nível do mar. A cidade foi construída em dois níveis – Uma ‘cidade alta’, destinada às zonas residenciais e administrativas, e a ‘cidade baixa’, voltada para as atividades portuárias, conforme tradição urbanística portuguesa.

slavador1

Nas residências de Salvador, não havia separação de espaços – Rico/Pobre – A separação se dava no interior do imóvel.

Residências e variados comércios eram misturados, sendo assim, observou-se a necessidade de uma organização dos tipos de comércio que foram então estabelecidos por rua, ou seja, a rua X atenderá às tabacarias, a rua Y atenderá aos serviços de Alfaiates, e assim por diante.

Centro-histórico-de-Salvador

No século XVIII, a cidade de Salvador não contava com sistema de água e esgoto, tornando o lugar insalubre. Começou-se, desde então a haver uma preocupação em relação à salubridade dos ambientes, fazendo com que fossem adotados novos métodos para que esse problema fosse solucionado. Nessa época houve uma separação entre classe rica e  classe pobre, destinando-se então eixo norte para os empobrecidos e eixo sul para os mais abastados. O centro histórico de Salvador tem uma característica heterogenea, devido ao fato de que ao passar dos séculos, os usos e costumes da região iam se alterando, refletindo-se então na arquitetura. Isso ocorreu por longos cinco séculos. Hoje vemos os resultados estampados nas mais diversas arquiteturas encontradas no local.

mapa-centro-historico

A cidade como bem cultural.

cidadeComo podemos enxergar a cidade como bem cultural? Através de três pontos principais, são eles:

A cidade como ARTEFATO:

Usos diversos da cidade compreendidos por: padrões locacionais, configurações topográficas, traçados urbanos, formas arquitetônicas, arranjos espaciais, estruturas, etc.

A cidade como CAMPO DE FORÇAS:

Espaço com conflitos, interesses, confrontos de interesse econômico, político, social e cultural.

A cidade e sua REPRESENTAÇÃO SOCIAL:

Qual imagem da cidade as pessoas tem, qual mensagem a cidade passa ao morador/visitante/turista.

Resumo da primeira parte do Livro PATRIMÔNIO – Atualizando o debate. 

 

Zoneamento, o que é?

cidade_inteligente_06

Se trata de um Planejamento Urbano, difundido durante o século XX. É definido por um sistema legislativo de âmbito municipal. Entre os muitos fatores que estabelecem o zoneamento de uma cidade, está o uso e ocupação do solo, que define o que poderá ser feito em cada área. O que é permitido ou não. Essa distribuição é feita por todo o município e deve ser obedecida pelos moradores, investidores, comerciantes, seja quem for, para que haja a aprovação dos projetos apresentados.

Generalizando, as zonas dividem-se e são classificadas como : área rural, urbana, comercial, residencial, mista (residencial+comercial), entre outras, dependendo do município.

Existe também o gabarito, ou seja, numero de pavimentos que é permitido no local; 1,2,3,4 (..) pavimentos. Depende do que estiver estabelecido no plano diretor de cada cidade.

cidade

Também podemos destacar o número de ocupantes que as áreas podem ter. Há regiões que podem ser mais adensadas e outras nem tanto. Para isso há um estudo preliminar de profissionais capacitados que fazem pesquisas das áreas em questão e estabelecem o número de pessoas indicadas para cada área. Em Jundiaí por exemplo, interior de São Paulo, temos uma média de 200hab\ha nos bairros de média densidade. Esse número precisa ser obedecido pelo fato de que todo o sistema de água, esgoto, iluminação pública, vielas, ruas, foram projetadas para essa quantidade exata de pessoas. Se tivermos o uso de por exemplo, o dobro do que é permitido, com certeza haverá falhas no sistema e periodicamente haverá problemas, como falta de iluminação, ou sobrecarga de uso dos equipamentos públicos.

É interessante saber que há áreas de Preservação e proteção ambiental. Essas áreas são protegidas por órgãos competentes que não permitem a construção ou a modificação de lugares que contém vegetação importante para o lugar. Podemos citar a Serra do Japi de Jundiaí. Mesmo havendo alguns condomínios irregulares, os órgãos públicos zelam por não permitir que essa área seja degradada e alterada.

Bairro. Como surgiu?

Para começar, um bairro é uma comunidade dentro de um município, sendo ele a unidade mínima de urbanização em quase todas as cidades do mundo.

800px-View_from_Pyramide_de_la_luna

View from Pyramide de la luna – image from wikimedia.

Sua história,  como se originou…

O historiador Lewis Mumford relatou o bairro como uma forma mais rudimentar de organização populacional sem fins políticos. Escavações evidenciam a existência dessas comunidades.

Em algumas regiões pré-industriais os serviços como proteção, regulamentação dos nascimentos e casamentos, limpeza e manutenção eram realizadas pelo próprio bairro, sem intervenção de uma cidade ou estado. Esse costume era visto em cidades islâmicas.

Também haviam os bairros étnicos em muitas cidades, um exemplo que permanece até hoje é o bairro da Liberdade em São Paulo que remete a população japonesa.

lib_sp

                             Liberdade | São Pauloimage from Wikimedia

As novas vilas foram surgindo de acordo com o crescimento urbano e o êxodo rural.

Atualmente…

Hoje em dia existem alguns fatores para a definição de certa área como bairro. São eles:

– Podem ser públicos ou privados;

– Apresentar arborização ( bairro jardim)

– Deve haver um planejamento urbano (água, esgoto, vias, etc.)

– Pode haver uma associação de moradores;

– Parques ou praças;

– entre outros.

800px-PereiraCoutinho

Pereira Coutinho | Bairro Nobre | São Pauloimage from wikimedia

800px-Rocinha_Favela

Favela da Rocinha | Rio de Janeiroimage from wikimedia

800px-Maputo_outskirts_-_March_2005

Maputo outskirts (bairro) – image from wikimedia

800px-Beijing_hutong_2005-3

Bairro de Hutong | Pequim  image from wikimedia

Buon Giorno! Itália

Ruas de Itália

Buon Giorno! Venezia Italia

Via Cavour, em Roma

Via Cavour, em Roma é uma rua no Castro Pretorio rione de Roma , em homenagem a Camillo Cavour . É servido pelo Metro de Roma estações de Cavour e Termini .

Via della Conciliazione

Via della Conciliazione (Estrada da Conciliação) é uma rua principal no Rione de Borgo dentro de Roma , Itália , levando a St. Basílica de São Pedro e da Cidade do Vaticano .Cerca de 500 m de comprimento, ele se conecta a Praça de São Pedro para o Castel Sant’Angelo , na margem ocidental do rio Tibre . A estrada foi construída entre 1936 e 1950, e é a principal via de acesso à Praça. Além de muitas lojas e residências, é limitada por uma série de edifícios e palácios históricos e religiosos – incluindo o Palazzo Torlonia , o Palazzo dei Penitenzieri eo Palazzo dei Convertendi , e as igrejas de Santa Maria em Traspontina e Santo Spirito in Sassia .

Via del Corso

Via del Corso visto de Altare della Patria .

Via del Corso (antiga via Lata ), vulgarmente conhecido como o Corso, é a rua principal que atravessa o centro histórico da cidade.É notável por ser absolutamente reto em uma área caracterizada por estreitas sinuosas ruelas e pequenas praças . Ele também é maior do que a maioria das ruas do centro de Roma , mas ainda só tem pouco espaço para duas faixas de tráfego e duas calçadas estreitas. A parte norte da rua é um pedestre área. O comprimento da rua é de aproximadamente 1,5 km.

Via dei Fori Imperiali

Via dei Fori Imperiali, visto a partir do Coliseu procurando noroeste

A Via dei Fori Imperiali é uma estrada no centro da cidade de Roma, que é executado em uma linha reta desde a Piazza Venezia ao Coliseu , que é situado na Piazza Colosseo .

A estrada, cujo nome original era “Via Triumphale”, foi construída durante a ditadura de Benito Mussolini . Seu curso leva-lo sobre partes do Fórum de Trajano ,Fórum de Augusto e Fórum de Nerva , partes dos quais podem ser vistos em ambos os lados da estrada. Há nos últimos anos tem havido uma grande quantidade de escavação arqueológica em ambos os lados da estrada, e é evidente que os itens significativos imperiais romanos continuam a ser encontrados sob ele.

Via Giulia

Via Giulia é uma rua no centro histórico de Roma , a maioria na rione Regola , embora a sua parte norte pertence RIONE Ponte . Foi um dos primeiros importantes projetos de planejamento urbano no Renascimento em Roma.

Via Giulia foi projetada pelo papa Júlio II , mas o plano original foi apenas parcialmente realizadas. Esta foi a primeira tentativa desde a Antiguidade para perfurar um novo rua no coração de Roma, o primeiro exemplo europeu desde a Antiguidade de renovação urbana . Via Giulia vai da Ponte Sisto para a igreja de San Giovanni dei Fiorentini , seguindo a curva apertada do Tibre . Ela se tornou a rua mais elegante para a nova construção para Borghesi e para a comunidade florentina do século XVI. Hoje suas estruturas modestos fornecem uma das ruas comerciais de elite de Roma, conhecida por suas lojas de antiguidades.

Via Margutta

Via Margutta é uma pequena rua no centro de Roma , perto da Piazza del Popolo , acessível como um pequeno beco da Via del Babuino , no antigo bairro de Campo Marzio , também conhecido como “o quarto do estrangeiro”, localizada perto das pistas de Monte Pincio . É um lugar com muitas galerias de arte e restaurantes da moda, onde antes doRenascimento havia artesãos apenas modestas oficinas e estábulos.

Na década de 1950, após o filme Férias em Roma , tornou-se um caminho exclusivo, e uma residência de muitas pessoas famosas, como o diretor de cinema Federico Fellini .Pode ser alcançado a partir do norte viajando pela Via Cassia ou por Flaminia até chegar à grande praça Piazzale Flaminio , em seguida, passar pela porta da cidade na parede que leva à Piazza del Popolo quadrado, a partir deste ponto é uma caminhada de vários metros à esquerda do Flaminio Obelisco para Via del Babuino , no lado esquerdo desta rua há um beco que leva à Via Margutta.

Via Nazionale

Via Nazionale é uma rua movimentada em Roma a partir de Piazza della Repubblica levando para a Piazza Venezia .

Já começou como a via Pia, nomeado em honra do Papa Pio IX , que queria ligar Stazione Termini para o centro da cidade, a rua foi concluído no final do século 19, através da ambição de várias figuras do Risorgimento para criar um ” nova Roma “, como uma capital unificada do Reino de Itália .

Via Sacra

A Via Sacra ( Latin : Estrada Sagrada) é a rua principal da antiga Roma , levando a partir do topo do Monte Capitolino , através de alguns dos mais importantes religiosos locais doFórum (onde é a rua mais larga), para o Coliseu .

Fonte: wikipedia

Demolir não, Desconstruir sim

27_MHG_rio_demolicaoMogi das Cruzes como uma cidade quatrocentona, tem em seu território um grande número de casas que não aguentaram a força do tempo e o próprio crescimento urbano fazendo com que aos poucos fossem transformando em ruínas, ou mesmo sendo demolidas para ser edificado novos prédios, cuja arquitetura é de péssima qualidade.

Este processo continuará, e em cada demolição de um edifício, vai um pouco da história de nossa cidade, que já esta em processo de “conurbação”, o que significa a perda da sua identidade transformando em uma cidade genérica.

Para exemplificar o que estou relatando, em 1996 visitei um bairro comercial no Cairo, Egito, que fiquei surpreso, pois o mesmo parecia o bairro do Brás em São Paulo, só que com propagandas em ideogramas árabes. Um trecho de cidade genérica.

A conurbação é uma epidemia global, onde temos que lutar para que ela aconteça em nossa cidade de maneira controlada, respeitando alguns elementos arquitetônicos que contam a história dos nossos antepassados, respeitando de certa forma nossas tradições.

Os cidadãos devem ser conscientizados da importância deste respeito à  identidade da cidade, pois como já houve estudos da ONU, onde afirmam que quando perdemos as referencias urbana, causam estresse em seus habitantes.

Sugerimos de que quando necessário não deveríamos mais demolir nenhum edifício da cidade e sim desconstrui-lo.

A desconstrução ou demolição seletiva de um edifício é um processo que se caracteriza pelo seu desmantelamento cuidadoso, de modo a possibilitar a recuperação de materiais e componentes da construção, promovendo a sua reutilização e reciclagem.

Este conceito surgiu na Europa, em virtude do rápido crescimento da demolição de edifícios e da evolução das preocupações ambientais da população. A desconstrução abre caminho à valorização e reutilização de elementos e materiais de construção que de outra forma seriam tratados como resíduos sem qualquer valor, e removidos para locais de depósito por vezes não autorizados para esse fim.

Nossas universidades e escolas técnicas existentes na cidade deveriam vem com mais atenção esta sugestão, onde pode ter o envolvimento de vários profissionais que vão de futuros arquitetos, engenheiros civil, engenheiro mecânico, engenheiro químico, biólogos, historiadores e os profissionais da área de meio ambiente.

Na desconstrução como objeto de estudo, é possível entender o processo construtivo da época, e se for o caso criar um registro por meio de maquetes físicas ou eletrônicas da edificação para que possa posteriormente compor a história de nossa cidade.

Com certeza com a desconstrução teríamos diminuição da excessiva produção de resíduos da construção bem como introduziríamos os princípios da sustentabilidade e ecoeficiencia, desenvolvendo soluções construtivas que permitam a aplicação prática viabilizando a construção de edifícios duráveis, adaptáveis, com materiais de menor impacto ambiental e com grande potencialidade de reutilização.

Profissionais da área de construção civil vamos refletir sobre esta sugestão de demolir não, desconstruir sim.

Paulo Pinhal

Fontes:

www.colégiodearquitetos.com.br

www.pinhalarquitetura.com.br

 

Desenvolvimento Urbano

grandes cidades (1)

Desenvolvimento Urbano

Uma cidade é determinada em sua forma, através de vários meios de organização e desenvolvimento.

O artigo 182 da Constituição Federal diz que a política de desenvolvimento urbano tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar dos seus habitantes. É, portanto, pura responsabilidade do poder público municipal, formado pelos poderes Legislativo e Executivo, atender o conteúdo deste artigo.

A partir dos anos 80, os poderes municipais passaram a perceber a importância do planejamento para o desenvolvimento da cidade, fazendo com que o ordenamento espacial ocorresse através de uma parceria entre poder publico e população.

O projeto de Desenvolvimento Urbano é realizado após um estudo da situação atual da cidade. Quanto ao uso e ocupação do solo, compete ao órgão publico definir normas de utilização do solo urbano, das edificações, do parcelamento do solo, das infraestruturas, dos equipamentos coletivos e áreas de preservação natural.

Muitos tópicos do plano diretor não funcionam, pois são de interesses particulares. Mas dentre todos, alguns são executados de forma proveitosa a favor da população. São eles:

– Assentamentos de população de baixa renda;

– Urbanização dos loteamentos de baixa renda;

– Delimitação de áreas de interesse, principalmente as delimitadas à habitação;

– Não aprovação de projetos que causam impacto ao sistema viário, infraestrutura e paisagem urbana;

– Criação e implantação de equipamentos coletivos, bem como normatização para sua utilização e implantação;

– Preservação e regulamentação de utilização de recursos naturais e patrimônios culturais e históricos.

Lei de Uso e Ocupação do Solo

São estas leis que ditam as normas e regulamentam a produção e construção do seu espaço. Dessa forma, regulamentam as construções públicas e privadas na área municipal, definindo as condições de utilização do solo no âmbito do perímetro urbano.

Cabe ao plano diretor criar normas complementares que se adaptem à realidade do território urbano, porém, o que vemos novamente são adaptações a leis de zoneamento e uso de solo de outras cidades e regiões, nem sempre atendendo à realidade local.

O Plano Diretor deve dinamizar a própria utilização do solo através de programas que venham de encontro a seu objetivo maior que é a de induzir o desenvolvimento. Podemos citar como intervenção pública:

– Renovação urbana – revitalização e restauração de áreas degradas, dando-lhes nova dinâmica e incentivando seu uso. Como exemplo, podemos citar as proximidades dos trilhos ferroviários.

– Estruturação urbana – integrar ao tecido urbano as áreas rarefeitas, através da implantação de atividades econômicas e de uso habitacional, além de soluções para preservação ambiental. Como exemplo, podemos citar os fundos de vale.

– Dinamização urbana – criar focos de interesses urbanos, de maneira a diversificar o crescimento e ordenamento urbano. Como exemplo, podemos citar a remodelação paisagística de uma região urbana pouco valorizada.

Gestão urbana e gestão Municipal

Somente a existência de leis, planos e programas não é suficiente para promover um funcionamento adequado às cidades. As carências apresentadas na maioria das cidades brasileiras exigem, além dos instrumentos de ordenação do espaço, provisão pelo poder publico de serviços de infraestrutura social e de equipamentos urbanos.

Cabe à gestão urbana dirigir o orçamento, dando prioridades às necessidades reais da população, o que nem sempre ocorre, pois, novamente, os interesses particulares de poucos ou a falta de capacidade dos administradores e seus assessores são uma constante. Estas necessidades por parte da população caracterizam a vida pública, também designadas de meios de consumo coletivo. São exemplos destas necessidades: serviços de transporte coletivo, centros de saúde, escolas, asilos, creches, saneamento básico, segurança pública, limpeza urbana entre outros.

Aplicabilidade das normatizações

A fragmentação das competências administrativas reflete no controle do uso do solo. Assim, enquanto uma secretaria apresenta, elabora e dá subsídios para aprovação e normatização de uma lei, não se pode esperar que outra secretaria, alheia a decisões relativas a esta normatização, faça a implementação e fiscalização da mesma.

A partir do interesse verdadeiro da população, expresso num contínuo fórum, com toda a comunidade participando de maneira democrática através de suas associações, instituições, grupos sociais e dos seus representantes legais, constituído pela Câmara Municipal, deve-se promover a aproximação da gestão municipal no momento da feitura e execução dos planos, mostrando-se sensível aos desejos da comunidade como um todo, estabelecendo um vínculo estreito entre o poder decisório e o poder reivindicatório; e, finalmente, quando a estrutura da administração dos órgãos municipais não apresentar fragmentações, passando portanto, a ser reformulada, através de uma ampla reforma administrativa, podem-se esperar , embora não a curto prazo como todos anseiam, mas a médio e longo prazo, mudanças que acarretarão um novo conceito de desenvolvimento urbano, e então, por certo, se estará caminhando rumo à cidade desejada.

Bibliografia

LOJKINE, Jean. O Estado Capitalista e a questão urbana. São Paulo: Martins Fontes, 1981.

CASTELLS, Manuel. Gestão Urbana: planejamento e democracia política. São Paulo: Sempla, 1985.

SANTOS, Wanderley G. dos. Cidadania e justiça. R. de Janeiro: Campus,1979.

FUNDAÇÃO PREFEITO FARIA LIMA – Cepam .O município no século XXI: Cenários e perspectivas. Ed. Especial. São Paulo: 1999.

Fonte: arquitetando.xpg

Catedral de Brasília – Niemeyer

interior2

O edifício é definido pelos seus dezesseis pilares de concreto em forma de bumerangue, que partem de uma planta circular de setenta metros de diâmetro, rodeada por um espelho d’água, e sobem inclinadamente até tocar uns aos outros. O cálculo estrutural desse e dos demais edifícios projetados por Oscar Niemeyer para o conjunto original de Brasília foi feito por Joaquim Cardozo.

espelho dagua

A catedral em si está um nível abaixo do plano de acesso; o edifício é, assim, meramente sua coberta. Seu acesso dá-se por um caminho criado por quatro esculturas, representando os evangelistas, que levam a uma rampa descendente, estreita e escura.

int2

Os vitrais que fazem os fechamentos entre os pilares dotam a nave da catedral de abundante luz. A monumentalidade interna parece estar além da majestosidade externa.

construcao 1

A concepção arquitetônica é reduzida ao mínimo, à sua estrutura, ao mesmo tempo que a concepção estrutural é levada ao máximo de suas possibilidades. Como disse o próprio arquiteto: “quando a estrutura está feita, o edifício está pronto”.

int8

        Ficha técnica:

  • Arquitetos:Oscar Niemeyer
  • Ano: 1970
  • Tipo de projeto: Religioso
  • Status:Construído
  • Materialidade: Concreto e Vidro
  • Estrutura: Concreto
  • Localização: Brasília, Brasil
  • Implantação no terreno: Isolado

A Catedral Metropolitana de Brasília começou a ser construída em 1956, quando foi lançada a pedra fundamental da capital do país

 A Catedral Metropolitana de Brasília começou a ser construída em 1956, quando foi lançada a pedra fundamental da capital do país.

As 16 colunas de concreto pesam 90 toneladas. Niemeyer desenhou as formas da Catedral representando as mãos preparadas para a oração

 

As 16 colunas de concreto pesam 90 toneladas. Niemeyer desenhou as formas da Catedral representando as mãos preparadas para a oração.

Só 14 anos depois, em 31 de maio de 1970, é que a igreja projetada por Oscar Niemeyer foi inaugurada

Só 14 anos depois, em 31 de maio de 1970, é que a igreja projetada por Oscar Niemeyer foi inaugurada.

Para comemorar o aniversário da Catedral, o arcebispo de Brasília Dom Sergio da Rocha celebra missa especial.

Para comemorar o aniversário da Catedral, o arcebispo de Brasília Dom Sergio da Rocha celebra missa especial.

Fonte: Archdaily

Planejamento Urbano.

1-VIDA x ARTE

Complexidade da cidade – Muito tipo de gente num único espaço.

A cidade não pode ser uma obra de arte porque alem de bela tem que ser funcional.

A arte tem sua importância, precisamos dela para expor o modo como vemos a vida, cada pessoa vê a vida de uma forma, portanto um mesmo ponto será diferente dependendo de quem o vê.

A arte e a vida são elementos que estão entrelaçados, mas não são a mesma coisa.

VIDA – tudo o que se passa ao seu redor

ARTE– o modo como você vê tudo ao seu redor e o representa em determinado lugar , projeto ou obra.

276894_Papel-de-Parede-Cidade-Muito-Iluminada_1920x1200

2-Para se planejar uma cidade, se faz necessário que se pense num sentido coletivo e não pessoal, pois estará projetando para a coletividade utilizar-se do local e não somente para quem o projetou.

A verdadeira arte só é gerada se houver escolha, organização e domínio consistentes. Deve enquadrar-se ao publico e ao local em que será inserida.

O mau uso da arte traz prejuízos a uma cidade, dentre eles a ‘morte’ da mesma.

A utopia, provinda dos pensamentos dos urbanistas que impõem a arte, transforma a cidade numa obra de arte.

3-Os arquitetos, em sua maioria não são aptos a planejar uma cidade através de um estudo da vida sem desprender-se da forma de expressar a vida numa característica única e pessoal.

City Beautiful – exemplo de cidade onde foi superestimado o valor da arquitetura e da beleza, da arte como um todo. O que veio a atrapalhar o completo desenvolvimento das cidades que adotaram esse sistema pois enquanto se dava valor a beleza, a integração da cidade ficava de lado, sendo assim as zonas periféricas dessas cidades ficavam esquecidas e os moradores desses lugares não frequentavam a parte bela da cidade. Se não houver uma integração o sistema acaba falindo.

O correto num planejamento urbano seria dignificar tanto a arte como a vida.

4-FORMAS- Criar formas ordenadas não é sinônimo de se alcançar bons resultados tão somente devido a ordem com que as formas foram criadas. Seria fácil se funcionasse desta maneira um projeto. A forma, por melhor que ela seja, não será funcional se não for estudada previamente.

O que nos facilita o projetar uma cidade, é por estarmos inclusos nesse meio.

Não há na cidade um elemento chave (de onde todo um projeto surge) a mistura é o elemento fundamental.

Não se deve criar uma cidade através de um único elemento como vias de trafego ou passeios públicos, há uma necessidade de se pensar no conjunto como um todo.

A estrutura real de uma cidade consiste numa combinação de usos. A cidade se constitui de um uso dinâmico do espaço. Nas áreas vitais de uma cidade o planejamento deve ser claro e funcional.

A arte pode derivar-se da ênfase e da sugestão. Participação de outros pontos de vista de diferentes tipos de pessoas em um determinado planejamento pode ser de extrema importância para a funcionalidade do mesmo. Quando há mais opiniões do que somente a do projetista, a visão do planejamento se amplia.

5-RUAS – são as principais ‘paisagens’ das cidades – nos mostram que a vida é intensa e se compõem de elementos diferentes.

wallpaper-cidade

Toda a vida, diversidade e intensidade de uma cidade se mostram em suas ruas.

6-A ordem visual e funcional das cidades se compõe da diversidade e intensidade.

DIVERSIDADE – WEST SIDE MANHATAN – Para não gerar um cansaço visual, nas ruas longas e ortogonais, foram adicionadas ruas no sentido oposto para gerar diversidade – uma das mais valiosas contribuições norte americanas para táticas de planejamento urbano.

CONTINUIDADE/REPETIÇÃO- Para haver ordem não é necessário se utilizar da continuidade que, se muito usada causa cansaço visual. Para que isso não ocorra, pode –se usar prédios, praças ou elementos diferentes para cortar a continuidade do traçado de uma cidade.

7-GREENWICH VILLAGE –  (traz a diversidade) Bairro dos EUA com importância cultural e histórica, é mantido por esses dois fatores.O bairro é tido como um museu e galeria a céu aberto. Nesse bairro já ocorreram diversos tipos de protestos. O que fez com que se tornasse uma referencia cultural para a região.

8-TERMINAL DA ESTAÇAO DE NY – (diversidade) Onde o diferente se torna um conjunto que traz beleza a cidade.

9-RECORTE VISUAL- A técnica tem os lugares certos a ser aplicada. Muitas barreiras também é uma forma de continuidade, o que não é sempre positivo num planejamento urbano. Os recortes visuais devem ser interessantes e não um posto de gasolina ou um edifício abandonado, isso empobrece a cidade.

RUAS DE SÃO FRANCISCO –  Ortogonais, mas pelo fato de a topografia ser irregular, as malhas viárias provocam um interessante resultado o qual agrada a vista.(recortes visuais naturais)

10-PONTOS DE REFERENCIA/VISUAIS – São bons e tornam a cidade interessante, não necessitam ser os maiores e mais altos edifícios, precisam ser diferentes e se destacar no meio em que estão. Um ponto de referencia também pode ser marcado pelo seu uso. (ex. principal hospital da cidade, se destaca pois é o principal)

MASP – ponto de referencia, tanto pelo uso quanto pela arquitetura.

11- IGREJA DA TRINDADE – ponto de referencia, se a igreja estivesse junto com outras construções semelhantes não teria o mesmo valor visual. É necessário estudar onde por o ponto de referencia.

12-EMPIRE STATE – ponto de referencia, grandioso e ponto de referencia.

13 – Definição da cidade: Detalhes que se completam e se sustentam mutuamente.

Porto - Cidade Invicta

 Parte do livro ‘Vida e morte das cidades’

Interior & Paisagem

Pátios internos ajardinados é uma boa opção para quem deseja ter um contato diário com uma natureza ‘própria’ trazendo mais qualidade de vida aos moradores.

É uma opção muito interessante pois foge do comum, do que é visto em todas as residências e transmite tranquilidade. Se torna um lugar bom de ser habitado.

Nesta residência foi optado por ‘fechar’ os ambientes com vidro, para que a casa ficasse mais clara e proporcionasse uma interação com o externo, que seria os jardins espalhados pela residência.

A casa é delimitada por duas paredes paralelas com dez metros de vão, vencidos por vigas metálicas.

Simples, mas de belo efeito, o forro é um compensado naval parafusado à laje. Assoalho de madeira nas áreas internas e piso português preto no exterior arrematam o projeto.

fonte: arcoweb