Parques, como torná-los atraentes?

Mais uma questão que paira sobre os Urbanistas: ‘O que realmente é necessário para um projeto de um parque/praça que funcione?’. Essa e outras questões sempre devem ser analisadas e questionadas levando em conta um estudo prévio aprofundado do local a ser inserido o projeto.

Por que será que alguns parques urbanos tem uso contínuo e outros não? Normalmente, quando vemos que um parque é bem sucedido e há dinâmica no local é porque há diversidade física funcional de usos adjacentes e consequente diversidade de usuários e seus diferentes horários.

Como é descrito no livro Morte e vida de grandes cidades de Jane Jacobs:

Um parque urbano é fruto da sua vizinhança e da maneira como essa vizinhança  gera uma sustentação mútua  por meio de usos diferentes ou deixa de gerar essa sustentação.’

Sendo assim, podemos entender que para que um parque tenha mais possibilidade de ter sucesso em seu uso durante o dia, precisamos observar se o entorno o usará de forma apropriada e quem o usará e para que. Ao projetar um parque, devemos pensar: ” O que levará uma pessoa a frequentar esse parque?”, ”quais serão serão os atrativos desse parque?”, etc.

A arquitetura também é a arte do questionamento.

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Washington Square NYC  (imagem: nycgovparks.org)

 

A complexidade de um parque que o faz ser interessante pode estar em aspectos sutis, como por exemplo o visual dinâmico, a mudança de níveis no piso, certo agrupamento de árvores, espaços que se abrem a perspectivas variadas, etc.

Outro fator importante ao se projetar um parque são os seus usos. Quais usos terá? Pistas de bicicleta, skate, espaço para empinar pipa. Quem usará esses espaços? Enfim, perguntas pertinentes ao projeto devem ser realizadas durante toda a execução do mesmo.

Com esses passos somados a um bom conhecimento do universo da arquitetura e do urbanismo se torna mais evidente o sucesso de um projeto de um parque em determinado local.

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Washington Square , NYC (imagem: NYC parks)

 

 

Zoneamento, o que é?

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Se trata de um Planejamento Urbano, difundido durante o século XX. É definido por um sistema legislativo de âmbito municipal. Entre os muitos fatores que estabelecem o zoneamento de uma cidade, está o uso e ocupação do solo, que define o que poderá ser feito em cada área. O que é permitido ou não. Essa distribuição é feita por todo o município e deve ser obedecida pelos moradores, investidores, comerciantes, seja quem for, para que haja a aprovação dos projetos apresentados.

Generalizando, as zonas dividem-se e são classificadas como : área rural, urbana, comercial, residencial, mista (residencial+comercial), entre outras, dependendo do município.

Existe também o gabarito, ou seja, numero de pavimentos que é permitido no local; 1,2,3,4 (..) pavimentos. Depende do que estiver estabelecido no plano diretor de cada cidade.

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Também podemos destacar o número de ocupantes que as áreas podem ter. Há regiões que podem ser mais adensadas e outras nem tanto. Para isso há um estudo preliminar de profissionais capacitados que fazem pesquisas das áreas em questão e estabelecem o número de pessoas indicadas para cada área. Em Jundiaí por exemplo, interior de São Paulo, temos uma média de 200hab\ha nos bairros de média densidade. Esse número precisa ser obedecido pelo fato de que todo o sistema de água, esgoto, iluminação pública, vielas, ruas, foram projetadas para essa quantidade exata de pessoas. Se tivermos o uso de por exemplo, o dobro do que é permitido, com certeza haverá falhas no sistema e periodicamente haverá problemas, como falta de iluminação, ou sobrecarga de uso dos equipamentos públicos.

É interessante saber que há áreas de Preservação e proteção ambiental. Essas áreas são protegidas por órgãos competentes que não permitem a construção ou a modificação de lugares que contém vegetação importante para o lugar. Podemos citar a Serra do Japi de Jundiaí. Mesmo havendo alguns condomínios irregulares, os órgãos públicos zelam por não permitir que essa área seja degradada e alterada.